O Social Futebol Clube está sob nova direção. A presidência do clube agora será exercida por Chico Simões, que há décadas tem forte ligação com o clube, como torcedor, membro dos conselhos, e apoiador institucional do Saci quando exerceu mandatos de prefeito em Coronel Fabriciano.
É com essa inquestionável identidade com as coisas do Social que o dirigente assumiu o mandato nessa segunda-feira, em ato bastante concorrido, com o desafio de dar novos rumos ao clube, especialmente no projeto de retorno à elite do futebol mineiro.
Simões destacou o prazer de receber das mãos do ex-presidente Djalma Rodrigues o clube com uma situação financeira bem melhor em comparação com o quadro de alguns anos atrás. Segundo ele, a prioridade será em torno de dois focos. “Primeiro é focar no esporte, no futebol, é claro. Mas temos que focar no patrimônio que o clube tem. Hoje conseguimos recuperar esse patrimônio, o Social contraiu uma dívida de mais de R$ 20 milhões (que com o Profut do Governo Federal caiu para R$ 11 milhões), dívida que não deveria ter, pois deveriam ter feito um pagamento à Receita Federal e não fizeram, e o pior, falsificaram documentos”, lamentou.

Chico Simões admitiu que, embora não seja um homem do “mundo da bola”, vai se empenhar no sentido de se inteirar mais sobre futebol. “Vamos pensar sempre com o pé no chão. Sei que também houve mudanças a respeito do passe, certos poderes que os clubes tem sobre os jogadores, e vamos nos aprofundar em torno dessas e outras questões”, resumiu.

“Continuar com as virtudes”
O vice-presidente Iran Miranda admite que a responsabilidade da nova diretoria aumentou. “Agora é trabalhar mais do que a gente já trabalhava e a expectativa é a melhor possível. Precisamos pegar o trabalho que foi feito e aprimorar, corrigir os erros e continuar com as virtudes. Continuo apoiando em relação à parte médica, mas a parte burocrática é outra função que terei de exercer. Vamos privilegiar a base, porque sem base não há futebol”, ponderou.

“Fiz o possível”
Djalma Rodrigues destacou que, apesar das dificuldades encontradas, fez aquilo que era possível fazer. “Eu nunca quis ser presidente de qualquer entidade, por absoluta falta de tempo. Vim pro Social a pedidos, fiquei cinco anos aqui e agora chegou o tempo de sair e passar pra frente, confiante na continuidade de um trabalho. Saio de cabeça erguida por eu saber como estava o clube quando nós entramos aqui”, pontuou.
Djalma lembrou que encontrou o Social na terceira divisão e conseguiu levar o Saci à segunda divisão. “No ano passado, por um descuido do nosso elenco, a gente ficou fora do campeonato. É um clube que tem voto na federação, 70 anos de vida, nós temos prestigio lá”. enfatizou.

Dívida equalizada
O advogado Cid Rangel falo sobre o empenho no sentido de incluir o Social no Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).  Ele ressaltou que, para isso, houve a união de vários processos de execução fiscal contra o Social.

“Assim, ganhamos descontos e parcelamos nossa dívida tributária que o clube carregava desde os anos 90. E tinha essas execuções desde o ano 2000, que estavam inviabilizando a situação do clube com penhora das rendas, do campo, dos aluguéis. A gestão que ora está sendo entregue, conseguiu equalizar toda esta dívida”, comemorou.

Rangel ressaltou que o Social estava há mais de 30 anos sem a certidão negativa de débito. “Hoje nós temos esse documento, o que possibilita o clube, além da regularização com a receita Federal, INSS e outros órgãos, conseguir verbas de leis de incentivo ao esporte estadual e federal, para fomentar a categoria de base, futebol infantil e amador”, concluiu o advogado.

 




 

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