Redação: Geraldo Félix

Composto pela maior área contínua de mata atlântica do Estado de Minas Gerais, o parque detém rica biodiversidade e um manancial aquático surpreendente, com 40 lagoas. Com uma diversidade botânica e faunística digna de nota, o passeio se torna uma aventura a cada espécie flagrada na região. Além de diversos passeios que exaltam a flora e fauna presentes, o espaço possui um centro que abriga inúmeras atividades de pesquisa e educação ambiental.

Parque Estadual do Rio Doce está situado na porção sudoeste do Estado, a 248 km de Belo Horizonte, na região do Vale do Aço, inserido nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo. A unidade de conservação abriga a maior floresta tropical de Minas, em seus 35.970 hectares e é a primeira unidade de conservação estadual criada em Minas Gerais.

As lagoas do Parque abrigam uma grande diversidade de peixes, com espécies tais como bagre, cará, lambari, cumbaca, manjuba, piabinha, traíra, tucunaré, dentre outras.

No Rio Doce é possível encontrar espécies da avifauna como o beija-flor besourinho, chauá, jacu-açu, saíra, anumará, entre outros.

Outros animais conhecidos da fauna brasileira também são frequentes no Parque. Lá ocorrem espécies como a capivara, anta, macaco-prego, sauá, paca e cotia, bem como espécies ameaçadas de extinção como a onça pintada, o macuco e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.

O Parque também é sede de pesquisas  estudos sobre a Mata Atlântica e possui um herbário que possibilita a identificação de espécies da flora.

Marliéria

A cidade de Marliéria em Minas Gerais, foi fundada em 12 de dezembro de 1953, estando situada na região Vale do Rio Doce. Ocupa uma área de 545,813 Km² estando distante da capital Belo Horizonte 192 Km. A altitude na área central da cidade é de 565.90 m. A cidade integra a microrregião de Ipatinga, e faz divisa com os municípios de Timóteo, Bom Jesus do Galho, Pingo-d’Água, Dionísio, São Domingos do Prata, Antônio Dias e Jaguaraçu.

As primeiras iniciativas no sentido de preservar o Parque Estadual do Rio Doce surgiram no início da década de trinta, pelas mãos do arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, conhecido como bispo das matas virgens. Mas só em 1944 tornou-se oficialmente Parque, o primeiro de Minas Gerais.

Saindo de Belo Horizonte pela BR 262, seguir no sentido de Vitória e entrar no entroncamento para São José do Goiabal, entre João Monlevade e Rio Casca. Depois, prosseguir 6,5 km asfaltados pela BR 320. A partir daí, segue-se a sinalização até a entrada do parque. Outra opção é seguir pela BR 381, sentido Belo Horizonte-Governador Valadares, passando por Timóteo. Dali, até o parque, são 20 km de estrada de terra.

O Município faz parte do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas.

Visitação

O Parque oferece uma completa infra-estrutura para atendimento a turistas e pesquisadores. Portaria, estacionamento, área de camping, vestiários, restaurante, anfiteatro, Centro de Visitantes, Centro de Pesquisas, Viveiro, posto de Polícia de Meio Ambiente.

A visitação pode ser feita de terça a domingo e em feriados de 08:00 às 17:00 horas. Em caso de dúvidas,  o telefone de contato é (31) 3822-3006.

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